quarta-feira, 28 de maio de 2008

Fotojornalismo

Um olhar sobre uma Salvador desconhecida para muitos. A terceira maior capital brasileira tem o olhar voltado, apenas, para a cidade alta. Muitas vezes esquecemos que existem belezas naturais existentes por todos os cantos de nossa soteropólis. Confira as imagens na reportagem fotográfica so salvadorre-vista.
Clique e veja como um pedaço da nossa cidade é repleto de encantos.

http://salvadorre-vista.blogspot.com/2008/04/3-reportagem-fotogrfica.html

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Baiano Preguiçoso!?

A maioria dos brasileiros que não vivem na Bahia, costuma dizer que o baiano é preguiçoso, mesmo sem conhecer e ter vivido diariamente como um baiano. Então será o baiano preguiçoso mesmo?

Francisco Neto, freqüentador assíduo da Estação Pirajá – um dos terminais de ônibus de Salvador - acorda todos os dias às 5h manhã, quase sempre não toma café para não perder o ônibus de 5h e 40 min, que por sinal sai sempre superlotado do bairro onde reside, para ir até a Estação Pirajá e esperar por mais 45 min para conseguir pegar um outro ônibus ainda mais cheio. Na maioria das vezes ele vai pendurado na porta para chegar ao seu trabalho aproximadamente às 8h, e ainda tem que ouvi do seu patrão que amanhã ele faça o favor de chegar mais cedo.

É muito fácil para seu patrão dizer isso. O mesmo mora a apenas 10 min da empresa, acorda às 6h e 30 min para fazer a sua tão sagrada malhação e depois volta para casa para tomar um bom banho e um café da manhã reforçado. Sai de casa às 7h e 30 min para chegar à empresa e encher o saco de seu funcionário.

O mesmo, Francisco Neto, fica até 12h sem comer nada ouvindo do patrão que tem que aumentar sua produção na fábrica. Enquanto Francisco trabalha, seu patrão fica sentado na confortável sala dele observando novidades na Internet – como foi o futebol ontem, uma nova grife de roupa, um desfile de moda, o que aconteceu na novela ontem e fofocas sobre artistas. Quando Francisco sai para o almoço, seu patrão ainda resmunga questionando o horário de almoço do mesmo. Seu patrão vai pra algum restaurante próximo e pede um almoço bem caprichado, enquanto Francisco esquenta sua quentinha preparada pela esposa um dia antes.

Vem chegando a tarde e Francisco já não agüenta mais trabalhar, exausto e querendo volta para seu lar e encontrar sua esposa e seu filho. Cansado, mas feliz, pois alcançou sua meta diária de produção apesar dos resmungos de seu patrão, chega a hora de ir embora. Vai bater o seu ponto no devido horário e ouve seu patrão pedi mais disposição para o outro dia.

Ele sai da fábrica e caminha até o ponto de ônibus, que para variar está lotado de outros trabalhadores. Lá vem o seu ônibus e a mesma rotina diária, todos correm para pegá-lo e Francisco mais uma vez vai em pé, desolado até o seu destino – sua casa.

Chega em casa depois de 1 hora e meia em pé no coletivo e encontra sua adorável esposa que lhe prepara o jantar enquanto ele vai tomar banho. Pronto chegou o fim do dia. Francisco vai dormir já pensando no dia de amanhã e chega até a sonhar alto em sua cama: Será que amanhã o ônibus vai mais vazio? Será que meu patrão vai me tratar melhor amanhã? E valorizar o funcionário que tem?

Igual a seu Francisco existem muitos com essa rotina. Todos os dias é comum encontrar umas das estações de ônibus ou ferroviária lotadas de gente indo trabalhar. Se isso for ser preguiçoso, não quero conhecer um trabalhador de verdade.